Usar a BD do Holdem Manager em + de 1 PC

Normalmente jogo no escritório e em casa. Tenho um portátil em casa e no escritório jogo num computador “fixo” e andava a pensar numa solução que não implicasse ter a base de dados online pois não é propriamente uma operação fácil de realizar.

Até que um dia fez-se luz. Porque não usar o Dropbox ?

Já o utilizava para o trabalho na EducaPoker e poderia fazer o mesmo com os
Arquivos de mãos que o Holdem Manager cria.

Como é que fiz isto ?

Primeiro fiz o download do software Dropbox. Depois de o instalar, este software cria uma directoria no nosso PC dentro da pasta “my documents” ou “meus documentos”. Esta directoria estará sempre actualizada entre os dois computadores (e podem até ser mais) desde que estes estejam ligados à internet e tenham o software instalado.

Deixo aqui a forma de como fazer isto (tomei como exemplo da sala PokerStars, mas dá para fazer com qualquer uma):

Na tal pasta que o Dropbox sincroniza, criei duas pastas. Uma chamada HAND HISTORIES Desktop e outra HAND HISTORIES Laptop

Dropbox

No Holdem Manager do meu portátil e do fixo modifiquei os “Archive folder” na secção auto-import settings do que estava:

NO PORTÁTIL (em casa)

DE:

Antes

PARA:

Portátil 1

E acrescentei:

Portatil 2

De notar que coloquei o visto em “Disable Archive” só para este caso para não existirem arquivos duplicados.

NO ESCRITÓRIO (o tal fixo ou desktop) mudei do que estava:

DE:

Antes

PARA:

Fixo 1

E acrescentei:

Fixo 2

De notar que neste caso também coloquei o visto em “Disable Archive” para não existirem novamente arquivos duplicados.

O Holdem Manager espera (por defeito) 15 minutos antes de mover as Hand Histories para a pasta de arquivo pelo que se acabarmos de jogar e desligarmos logo o PC, é provável que as últimas dezenas de mãos não fiquem no arquivo nem sejam subidas pelo Dropbox pelo que só da próxima vez que usarmos o Holdem Manager nesse computador é que ficará tudo em dia. Para minimizar isto, reduzi o tempo para 1 minuto (ver imagem em baixo), mas pode acontecer na mesma que as ultimas duas ou três mãos de uma sessão não fiquem logo armazenadas e só da próxima vez é que serão colocadas no arquivo. Nada de grave pois é uma questão de tempo (nada se perde)…

Miscellaneous

Resumindo, é uma boa opção, até porque mesmo que um computador avarie, as nossas HH irão ficar sempre guardadas online. Nem precisamos ficar preocupados se o disco duro avaria ou outros problemas que possam acontecer como (por exemplo) danos na base de dados.

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Check/Call River – Pagar para perder…

Olá,

Hoje venho falar-vos de um sentimento que tive na minha sessão mais recente. Após fazer num curto espaço de tempo, seis vezes check/call River em situações que justificavam esta acção, perdi cinco e ganhei uma e fiquei a pensar se este tipo de movimento estaria a ser o mais correcto. Para acabar com este sentimento, “virei-me” para o meu amigo que me ajuda a racionalizar quando tenho este tipo de sentimentos. Ele chama-se Holdem Manager. É sincero (por vezes rude), claro, mas sempre honesto. Decidi ver as últimas 70k mãos e coloquei o filtro “River Check-Call” = True. E verifiquei os resultados. Ele diz-me que em todas as situações que fiz este movimento no River, ganhei apenas em 39.2% das vezes (W$SD). Ou seja, só ganho duas em cada cinco vezes. Será este valor baixo? Estarei a perder dinheiro?

Pensando mais um pouco e conversando com os meus colegas, concluímos rapidamente que: se o rival aposta 1/2 pote no river, só precisaremos ganhar 25% das vezes para que o nosso call seja break-even. Se o rival apostar o valor do pote, só precisaremos ganhar uma em cada três vezes para obter o mesmo resultado. Ou seja, precisamos, no mínimo, vencer 33% das vezes. Então, afinal 39.2% não é mau.

Vendo isto por outro prisma, até poderá ser demasiado alto, e algumas situações em que provavelmente não deveria fazer este movimento e substituí-lo por uma thin value bet. Tenho de estudar este ponto e rever as mãos para realizar se assim é.

Resumindo, apesar de, por vezes acharmos que estamos a jogar mal, pois o nosso cérebro começa a dizer para não fazermos isto ou aquilo pois estamos a “sofrer”/perder com isso, nem sempre é assim e só a analise fria dos números nos permite tirar as melhores conclusões.