Reset ou Restart ?

Aproveitei as férias para fazer uma pausa no Poker. Não foi bem aproveitar. Não tinha alternativa. 🙂 Fui com a família passear para Paris e, por razões obvias, não houve condições para jogar concentrado pelo que o melhor foi mesmo não jogar. Joguei pela última vez no dia 23 de Dezembro e só ontem (dia 8 é que fiz uma nova sessão). Foram mesmo muitos dias quase sem pensar em Poker. Claro que enquanto contemplava a catedral de Notre Damme ainda me vieram alguns pensamentos sobre teoria de jogo que tinha conversado dias antes com o meu colega Álvaro Aspas. Foram breves momentos de devaneio, pois estava decidido a fazer mesmo uma pausa. Ainda respondi a duas mensagens privadas de edukitos e no dia 4, em face das obrigações na EducaPoker, dei uma aula de EP35 Secundário, mas o meu cérebro ainda não estava a debitar 100% Poker. Foram mais dias sem jogar do que sem pensar, mas deu para sentir o click do restart (nunca de reset) na minha mente. Normalmente, em férias, a actividade de Poker reduz-se radicalmente, mas vai-se sempre jogando uma sessãozinha aqui e outra ali. Neste caso não foi possível.

Outra curiosidade aconteceu quando passeava perto do Moulin Rouge e deparo com um quiosque com uma lateral cheia de revistas de uma tal “Poker 52” e saiu-me o seguinte:

JP – “Olha o Phil Ivey !!!”

Família – ” ? . ? ”

Calei-me e segui viagem sem mais explicações, pois seriam inglórias.

Agora mais a sério:

Uma paragem tem uma vertente muito boa. Precisamos espairecer, a nossa mente precisa de descansar e pensar noutras coisas. Apesar de ter usado, no título, termos ligados a computadores, a nossa mente é algo muito mais complexo do que a soma de um simples HDD e CPU. Precisa sair das rotinas dos mesmos raciocínios que limitam e reduzem a nossa criatividade.

A vertente negativa de uma paragem é que a destreza de raciocínio (pelo menos ao nível exigido neste jogo) pode degradar-se rapidamente. Após voltar ao trabalho, nos primeiros dias senti que estava desfasado em relação aos meus colegas. Já não conseguia acompanhar completamente o raciocínio que apresentavam quando discutiam mãos do fórum e como rapidamente analisavam os HUDs dos rivais para obter informações. Precisei de três dias para voltar a entrar no “andamento”.

Estes dias permitiram-me relembrar que este jogo exige muito de quem pretende leva-lo de forma séria. Diz-se que “Parar é morrer” e nesta área faz muito sentido. Jogar, estudar, analisar, conversar Poker é algo que tem de ser levado de forma metódica e que obriga a grande dedicação e empenho, pois não há facilidades. Fazê-lo de forma intermitente não chega (pelo menos para chegar lá em cima). A destreza mental tem uma componente inata, mas acredito que esta se possa treinar. E nesta área tão ou mais competitiva que as tradicionais há que ter sempre a máquina (leia-se mente) bem oleada.

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